22.11.09

my kingdom for this movie



A Erva do Rato de Júlio Bressane, filme pelo qual cometerei uma loucura e comprarei em DVD.

strangeways, here i come! parte VI



Ok. Depois da minha desastrosa noite com a Tilda Swinton , ontem foi a vez de mais um desastre, desta feita com a Katherine Heigl (a senhora da foto). Mas desta vez ela não era transexual, era mesmo mulher e não achou muita piada quando eu lhe enfiei a língua pela garganta abaixo.

...tou a ver que não consigo satisfazer o mulherio...mas também não importa muito que não acho grande piada nem à Tilda nem à Katherine (embora reconheça os atributos desta última...). Agora, não conseguisse eu satisfazer a Mia Kirshner ou a Eva Green e acho que daria um golpe superficial nos pulsos quando acordasse...(sim...prefiro as morenas...)

©Mariana Lopes 2009


Domingos de sol no Rio não são pra ir na praia. É dia de ficar em casa a ver um teen movie americano qualquer. Bem melhor olhar pró silicone, pras bundas, prós biceps e abdominais na tela do que levar com eles na cara na praia super-lotada.
E logo joga o Flamengo.
E vejam o mais recente episódio do Family Guy que tá maneiro.

me my brain and I


estou redimida?




©Mariana Lopes 2009

regina silveira, a que gostava de brincar com as sombras



20.11.09

lighting up my day


19.11.09

without further explanation








Lamb of God, we think nothing of ourselves at all. So, Death, be not proud because we don't give a fuck about nothing and we only want what we are not allowed.

14.11.09

some days are hotter than others



13.11.09

ira divina é foda




Considero-me uma pessoa de sorte. Passo a explicar : normalmente as decisões que tomo acabam sempre por dar em merda, no entanto aquilo que sobra para o 'acaso' decidir é-me grande parte das vezes favorável.
Por isso, a sucessão de coisas que me têm corrido mal ultimamente, só poderão ser (numa explicação completamente lógica) fruto da intervenção de um poder superior que eu (sem querer) irritei. Trocando por miúdos : o cristo redentor tá mas é lixado por eu ter passado um ano no Rio de Janeiro e não ter ido lá acima (contribuindo assim com o ansiado pastel, pasta, carcanhol, guito, massa que todo o turista deixa lá ficar - e não é pouco) e congeminou com a cidade, tornando esta porra num ambiente mais hostil do que já era...


Eu, como bela céptica que sou, vou mas é lá cima antes que as coisas piorem ainda mais pró meu lado.

12.11.09

The Camo Cow Tent by Herve Matejewski.



Always wanted a tattoo but afraid of what your boss will say? Thanks to a fascinating new technique you can cover yourself in body art and no one will be the wiser, unless they see you in the dark, which is the only time these tattoos are visible. The new technique uses blacklight reactive ink, which is reactive to UV light. It's kinda freaky but imagine the fun you could have after dark.

10.11.09


9.11.09

O ponto fraco do ódio é o arrependimento. O ódio é um fraco conselheiro, limita-se a partir todos os espelhos da casa e a esperar que ninguém repare. O que é frequente. Porque é mais um mecanismo de defesa do que de ataque - para alguns, uma necessidade. Depois há quem prolongue o engano e há quem, com menos talento, o deixe quebrar-se. Nem sempre o arrependimento surge a tempo e nunca é dócil. Quando chega, chega lento corroendo como um ácido até ao osso. Não há dor que mais doa do que a que se insinua fora de prazo.

(Pedro Jordão) (aqui)

era mais ou menos subtituir 'ódio' por 'relativização' - e neste caso omitir a frase dos espelhos partidos - e isto assentava-me como uma luva.

rear window




©Mariana Lopes 2009

7.11.09

futurama



ainda hoje estava a apreciar o sofisticado sistema de refrigeração do metro do Rio (ventoinhas...) (vá...mas até que resulta...tirando o barulho...) e estava a tentar lembrar-me das piores estações de metro onde já tinha estado. Surpreendentemente foram em Barcelona. E entretanto, ao fazer o habitual cuscanço na net encontro isto:





via the cool hunter

...a estação de Drassanes, em Barcelona. (só pra me calar)

três horas: modo de usar


©Mariana Lopes 2009

chegar ao Rio. apetecer partir a cara ao gajo da alfândega. entrar num táxi (amarelo, com marca e táximetro...não se deixar levar pelas conversas dos gajos que pedem dinheiro adiantado e poupar 20 reais). demorar uma hora a chegar ao Catete (trânsito na Linha Vermelha, pois claro). chegar a casa e pousar a mala. ir dar um mergulho à baía (que se lixe a radioactividade e os detritos, não tenho tempo pra ir até Ipanema e está um calor do caraças). marcar brazilian wax pramanhã às duas da tarde. ir até ao sebo mais próximo e encontrar logo dois dos livros da minha bibliografia de pesquisa (mais três livrecos de bónus). desidratar MUITO. entrar no Pão de Açúcar e comprar um combinado de sushi. voltar para casa e comer o combinado de sushi . abrir um dos livros - que me ocupará até à hora de ir dormir.

[manter este ritmo durante um mês.]

3.11.09

please não penso e o povo feat. LOMO







©Mariana Lopes 2009

arte urbana : Rio de Janeiro












ao cuscuvilhar o fundo do disco descobrem-se preciosidades ainda não publicadas.
como estes exemplares pescados no Rio.
e sim, estou sempre a falar mal do Brasil. no entanto é-me impossível criticar a arte de rua. porque para o bem e para o mal os artistas cariocas (e não só) já superaram de certa forma a estética hip-hop (embora ainda existam muitos exemplares daquelas coisas do tags e etc.) , evoluindo (?) para algo que passa mais pelo design, ilustração, estilização, monstrinhos, bonequinhos...
a ver se desta vez pesco mais uns...

in god we trust



via ffffound!

2.11.09


31.10.09

crónicas do 77


Estava à espera dela. Tinhamos combinado ir ao teatro. Sentei-me na esplanada (vazia) a beber a cerveja e a ler o folheto da peça. Sentam-se na mesa ao lado um grupo de amigos.

rapariga 1 para rapariga 2 - Olha há quanto tempo descobriste que eras bi?
rapariga 2 - Há dois meses.
rapariga 1 - E onde é que descobriste?
rapariga 2 - No Via Rápida.
(...)
rapariga 1 - ...estou a tentar entender a bisexualidade! Pra mim ou gostas de queijo ou gostas de fiambre, pá!
(...)
rapariga 1 - Posso fazer uma pergunta? Já alguém aqui levou no cu?
(vários respondem que sim, acho que havia alguns rapazes gays no grupo)
rapariga 1- E dói muito?
(começam a discutir o assunto)
rapaz 1 - Pá, mas vais à farmácia e pedes um gel, ou uma pomada...pedes Halibut e tens a coisa resolvida.

p.s.



olha, eu também te adoro, mas se me voltas a abraçar e (involuntariamente) levantar-me o vestido de modo a que a minha cuequinha preta ficasse exposta (durante o que me pareceu uma eternidade) para todo o churrasco da Faup, não te livras de um olho negro - ou algo pior.

requintes.

(sms enviado às 1.50 horas)  - Onde estás?
(sms recebido às 1.52 horas) - 3.14 olho.


(Lindo).

29.10.09

pinhole




Take a break from your computer! Download, print and build your own pinhole camera. Follow the instructions and enjoy!

corbis readymech cameras

skhizein


Skhizein (Jérémy Clapin,2008) from Stephen Dedalus on Vimeo.

A fantástica curta Skhizein, descoberta há um ano no festival de curtas do Rio, festival que por acaso está a decorrer e eu estou a perder. Tudo por causa de um bilhete de volta. Bendita seja a União Europeia, porra.

how scared should we be?


25.10.09

chaos reigns



Em Antichrist, a culpa d'Ela não surge como consequente da morte do filho. Surge da constatação da sua própria natureza feminina.


(e no fim do filme pensei muito muito na Sarah Kane)

23.10.09





[fotogramas do Wild at Heart (um dos meus mais-que-tudo) de David Lynch]

20.10.09

!beware the invasion!






portoinvaders




©Mariana Lopes feat. Space Invaders

já me ia esquecendo


o pilhas é o maior cracker de sempre.

 
Tinha uma espécie de curiosidade. Porque simpatizo com o blogue, porque tudo o que me venha ajudar a perceber a minha própria relação com o Rio de Janeiro (nem que seja por experiências romanceadas ou fictícias de outras pessoas) é bem vindo. Porque acho piada aos 'filmes' preversos que certos estados tediosos suscitam. No fundo no fundo, tirando a escrita indisciplinada - que não surge como linguagem, mas sim como uma "dificuldade em manter a narrativa e ir fechando as pontas soltas a tempo" (que será o mais interessante do livro) - e algumas 'tiradas' com a sua piada ( não aquelas sexuais - 'descaramento íntimo'? toma lá um LOL) sobram o 'tédio burguês' e a 'neurose tropical'. Nunca o 'amor a uma cidade'. Quanto muito o amor a um bairro, uma zona, uma praia (claro, nunca seria sobre o tédio burguês se ela em vez do Leblon falasse do Flamengo, do Grajaú ou da Penha) - enfatizando o desconhecimento do resto da cidade quando ela descreve a sua volta do aeroporto para o Leblon, dizendo que fez 'toda a Linha Amarela' encontrando apenas ' um bocado de trânsito no Túnel Rebouças e nos sinais junto ao Jockey' [num outro capítulo e numa visita a S.Paulo ela escreve que 'estava perto do Museu de Arte Moderna, no meio da Paulista' - coisa meio imperdoável confundir o MAM com o MASP, mas isso sou eu por causa do cérebro de (quase) arquitecta, compreendo que pra outros não seja grande falha].
E depois há aquela falácia em que quase todos os não-brasileiros caem. Lá pela relação com o corpo ser um tanto diferente do resto do mundo, não quer dizer que os brasileiros não sejam 'pequenos' - estando a sua abertura mental mais ou menos ao nível da da Dona Felisberta, habitante número 12 (dos 13) de uma aldeia perdida no Marão. São das pessoas mais conservadoras, misóginas, machistas, tradicionalistas, não respeitadores da individualidade que conheci (há excepções, claro).
Acho que me fico pelo tédio burguês das novelas da Globo (e por mais uma semana, pela dita 'pequenez do portugueses').


19.10.09

atlântico sul once again.


©Mariana Lopes 2009


é necessário padecer de uma certa demência quando se atravessa um oceano e se anda 9 horas de avião (à mercê de um qualquer ataque de pânico resultante da recentemente adquirida aerofobia) e se resolve voltar, por mais três meses (ou menos) com  desculpas mais ou menos credíveis como uma tese em que já pouca vontade se tem em acreditar ou um possível estágio do qual me fartarei em dois tempos porque arquitectura tem dias em que não me dá tesão e o cinema novo tem dias em que me aborrece.
é necessário padecer de uma certa demência quando se volta sabendo que ninguém lá está, a não ser o porto de abrigo que é a dona Celeste, um devaneio mal resolvido e alguns conhecidos esporádicos.
mas, é-se necessariamente demente quando a verdadeira razão que leva às 9 horas de avião e 3 meses de trabalho, humidade e neurose tropical é fechar uma espécie de capítulo. De me resolver de uma vez por todas com a cidade (este amor-ódio não está com nada) e de arrasto tentar sair de uma espécie de pós-adolescência mal resolvida, feita de inseguranças, incongruências, auto-flagelações mentais, alternâncias de humor e imaturidades.
uma espécie de 'adultos à força'.
balanço dentro de 3 meses (ou menos).

(post com banda sonora de Titus Andronicus - porque, independentemente das letras, a musicalidade sugere-me sempre a promessa de uma espécie de brighter future).  

16.10.09

Comemoram-se os 20 anos da queda do muro de Berlim. Resolveu-se pintar de novo a East Side Gallery (um grande pedaço do muro que ficou de pé e serve pra turista ver) e convidar (?) alguns artistas plásticos pra pintá-lo. Resultado : parece daqueles trabalhos do secundário (ou do básico) em que cada uma fazia um desenho e depois ia-mos todos encher de rabiscos um muro qualquer lá da Escola Secundária. Com tantos artistas 'urbanos' e outros que tal a fazer coisas tão interessantes (e interventivas) por aí, vão encher o muro de rabiscos de pombas brancas no meio do fogo e de criancinhas com caras tristes. Tenham dó senhores germans.

inevitabilidades



é incrível como depois do 'terceiro mundo', estas cidades higiénicas e fotogénicas, cheias de planos urbanos, cérceas regularizadas e edifícios de 10 000 anos, jardins e Starbucks, Dunkin Donuts e construções super-hiper-mega contemporâneas, pessoas bem vestidas e (esporadicamente) simpáticas, reciclagem e boas redes de transporte urbano, sustentáveis e cheias de bicicletas,  já não me satisfazem.

e estou-te mesmo a ver : vais-me dizer é bem feito que a  América do Sul me pegue nessas idiossincrasias.

(mas a verdadeira razão pela qual não gosto da Alemanha é porque a cerveja dá-me dores de cabeça e deixa-me o estômago num oito - e deus me livre de ter de viver sem cerveja!)

'These pictures come out of relationships, not observation.'



Nan Goldin©Mariana Lopes 2009

Por vezes o 'campo de actuação' (não é bem isto, mas dá pra perceber a coisa) do síndrome de Stendhal ultrapassa as obras de arte. Deveria, de quando a quando, poder ser aplicável também a pessoas. 

No entanto deveria começar pelo príncipio, quando tu não te contiveste e atiraste assim à cara podre que iria inaugurar uma exposição da Nan Goldin em Berlim e que tinhas convites pra palestra que ela iria dar no Sábado à tarde.

Os alemães são verdadeiros ass-kissers, mas compreende-se de certa forma a impossibilidade de ficar indiferente ao ser mais genuíno, honesto, humilde, cómico e talentoso com o qual me cruzei em anos [agora sou eu a lambe botas].

E veio-me à cabeça aquele final do Delírio em Las Vegas, quando o Johnny Depp fala sobre a grande falácia em que toda a geração dos 60 caiu : qualquer coisa sobre acreditarem que haveria sempre uma luz ao fundo do túnel.  Não se poderá dizer que Nan Goldin pertenceu à geração dos 60 (em 69 era uma adolescente recente), mas é de certa forma uma sobrevivente do que restou dessa geração e da geração seguinte, fotografando a sua vida e dos seus amigos (salvo raras excepções, ela só fotografa pessoas com quem algum tipo de laço afectivo) num quotidiano em que, como ela própria diz, eles procuravam (sobre)viver.E é engraçado o seu o torcer de nariz quando referem que ela fotografa uma espécie de submundo, ou pessoas à parte, marginalizadas -  com calma explica que eles viviam no mundo deles, nada mais interessava. Para eles a parte marginalizada, o submundo seria o resto do mundo, nunca eles.
Claro está que depois de algumas décadas, olha-se para a lista 'em memória de' nos créditos finais da exposição e conta-se 23 nomes. 23. É um preço alto a pagar pela maneira como eles tentavam (sobre)viver. [e sobre isto li algures que ela considerava que tinha um espécie de 'síndrome de sobrevivente' - afinal tinha feito tudo o que os amigos faziam e eles estavam mortos e ela não].

Mas depois de tudo, e independentemente das escolhas [dos excessos, do glamour e da sargeta, da violência e da doença, da intimidade e do enjoo, da felicidade e da (a)normalidade] a morte apresenta-se como inevitável. Assim como as suas fotografias.


[Ah! A exposição em si estava uma merda. Mas depois de Serralves duvido que venha a ver melhor - e depois há aquela foto que ficou gravada na memória, a do puto com a flor em primeiro plano (um narciso?) com a qual nunca mais me cruzei. damn it!]

Mit tiefer Dankbarkeit! *



*aposto que esta não conhecias ah? mas como sou simpática e gosto de te facilitar a vida aqui tens.

crónicas europeias : parte I Berlim



©Mariana Lopes 2009

 
não necessariamente por esta ordem, e com algumas coisas pelo meio (e omitindo outras) :

Mies van der Rohe feat. Calder na Neue Natinal Galerie. Libeskind e o Museu Judaico. I. M. Pei e a ampliação do Museu Histórico Alemão. Siza e o Bonjour Tristesse. East Side Gallery. Peter Eisenman e o Memorial do Holocausto. os delírios de Frank Gehry no DZ Bank. Foster e o Reichstag. Jeff Koons descoberto ao acaso numa praça qualquer (também descobri um Richard Serra, mas a foto ficou feia (um viva às aliterações!). Hans Scharoun e a Filarmónica de Berlim.

4.10.09

achtung baby!

vou aqui e aqui e já volto.mas antes vou abanar a anca aqui.

3.10.09




2.10.09

olimpíadas no Rio

vai ser só bater recordes...os do atletismo a fugirem das balas perdidas... os nadadores a fugirem das piranhas...


e por falar em tango...



tou com saudades de um bailarico. 

the way young lovers do




Enquanto me dizia para mexer menos as ancas (bailas rumba guapa?), o professor explicava-me sobre as subtilezas do tango - os pés mexer-se-iam no compasso de um casal de enamorados passeando.



Num dia qualquer dei por mim de mão dada contigo a deambular por entre as esquinas da cidade, a trocar beijos e sorrisos idiotas; e para além de ter compreendido a tal analogia do tango e do caminhar dos apaixonados, percebi que aquilo que o professor me tinha dito do tango [não ser sexual, mas sim sensual] não se aplicava à nossa dança dos apaixonados. O nosso tango era feito de inconsequências, de risinhos parvos e  conversas [nem sempre] tolas. E de quando a quando arrebatadamente sexual.

(post com banda sonora dos XX)

Alexander Rodchenko




 


         Alexander Rodchenko

30.9.09

i beg your pardon?




hummm...agora o jornal da 2 é patrocinado pela BMW? e a série 'O Mentalista' pelo leite Matinal?

24.9.09

cangaceiro


e lembrei-me agora dos cangaceiros brasileiros, uma espécie de piratas (também andavam alguns corsários lá pelo meio) do sertão que andaram a aterrorizar as gentes do nordesti lá nos fins do séc. XIX e princípios do XX.

O mais conhecido era o Lampião (Virgulino Ferreira da Siva). A sua cachopa Maria Bonita acabou por, nos dias de hoje, dar nome a uma conhecida 'griffe' (estes brazucas têm a mania que falam francês...) brasileira.  

how ironic

"Entretanto, alguns fatores prejudicaram o desenvolvimento do Cinema Novo. O primeiro foi não ter conseguido desenvencilhar-se da velha tradição messiânica do intelectual nacionalista brasileiro que encara o povo como algo sem vontade própria e que deve ser conduzido até à sua salvação. O Cinema Novo também se colocou como dono da verdade, como aquele que tinha as melhores propostas para o país, porque fruto de um elaborado raciocínio intelectual, e as propostas mais sinceras, porque autenticamente populares e nacionalistas. O povo era apenas um elemento a ser moldado, ou como se dizia na época, consciencializado.
(...)Intelectuais 'bondosos' faziam filmes para o povo, a quem só restava aceitá-los, ou não. Se o grande público não gostasse dos filmes, o problema não estava na linguagem, nem na estrutura de produção, distribuição e exibição, mas na pouca conciencialização política e no ínfimo desenvolvimento cultural dos espectadores."

SIMONARD, Pedro, Origens do Cinema Novo : a cultura política dos anos 50 até 1964, in Revista Electrónica Achegas, número 9, Julho 2003


antonio das mortes
fotograma do filme O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, Glauber Rocha, Brasil 1969


(não tendo em conta a maneira 'estranha' como está escrito o artigo - para não dizer outra coisa, que pela experiência que tive os brasileiros não são muito pródigos na escrita - acho que encontrei o meu paralelo entre o Cinema e Arquitectura.)

nag champa[ndo] again

ti ti ti ti ti ti tri ti tiiii

(mais logo haveremos de acender um dos teus nag champas estragados kiduxo)




23.9.09

they're lonely, they're desperate and they want to talk to you.



Tim Harrington e a sua linha hobo phone sex.



.porque se me deu na cabeça de alterar a imagem do blog e se eu pretendesse uma daquelas rocócózadas que andam prai pela net cheias de bonecada e efeitos aurora boreal style e links e colunas e widgets e demais crias de satã teria a vida facilitada e não andaria feita deficiente a tentar entender a linguagem demoníaca que é o código html e a instalar Frontpages e a analizar códigos de blogs que eu gosto só para ter um blogzinho pseudo 'menos é mais'.

.porque o raio da Rockstar Games resolveu que a pirataria é má pró negócio e inventou quinhentos mil esquemas de códigos de ativação e live ID's só pra dificultar a vida a pessoas como eu, que estão mortinhas para jogar o GTA IV, mas que estão a ponto de atirar com moderada força o pc à parede após terem sacado n cracks e nenhum deles funcionar.

.e isto tudo seria mais fácil se:
eu gostasse da hello kitty
eu roubasse o jogo na Fnac

18.9.09

a [very] happy birthday

de todos os presentes que (não) recebemos, os inusitados revelam ser os mais grandiosos. como aquele em que tu pegas numa situação deliciosamente caricata(?) de um passado (não tão) recente, transporta-la para o presente e ofereces assim à cara podre. já te tinha dito que considero essa (situação) uma das maiores provas de apreço que um homem pode oferecer a uma mulher?(dentro de uns limites muito ténues, claro...)
...acho que a senhora da limpeza ou aquele homenzinho que está de braços abertos em cima do morro iriam divertir-se.
obrigado.

everything [in its right place]

Já não bastava noutro dia ter-me apercebido de que vou estar pelos trópicos a tempo de apanhar a Bienal de S.Paulo de Arquitectura, leio hoje sobre a exposição de um dos meus fotógrafos mais-que-tudo, [Helmut Newton] comemorando o décimo aniversário do lançamento do ambicioso 'Sumo', na Helmut Newton Foundation, em Berlim. [onde estarei dentro de duas semanas].

oh yeah!
(ah! é verdade Margarida...aquando da minha estadia em Berlim, também irão por lá andar os Kings of Convenience. Claro que não irei ver.)

Lagartunis Viruzainez

!!THIS LAME BLOG HAS BEEN INFECTED!!

"You will never walk alone"

(isto tudo enquanto mijava sentado...)

16.9.09

who feels it, knows it.




na na na na na! uh uh uh uh uh!

15.9.09

ainda Inglourious Basterds


porque [francesquinho] ainda que não consiga tecer uma crítica tão concisa quanto a dele, sei que pelo menos não estou sozinha.

11.9.09

bonitinho hihiih

A casa do Oscar

Poemas, testemunhos, cartas - 2000

A casa do Oscar era o sonho da família. Havia o terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.


Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e sai batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguazes, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquale casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.


Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando a minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é a casa do Oscar.



Chico Buarque



como dizia o outro : eu estou aqui!

...e pelos vistos eu também.

01. Eu Me Alegrarei
02. Eis -me Aqui
03. Eu Irei
04. Salmo 139
05. Há Muito Mais
06. Filho Amado
07. Tu és o Meu Pastor
08. Lugar de Arrenpendimento
09. Fazer Tua Vontade
10. Cordeiro de Deus
11. Quero Ser
12. De todo o Coração

(faz-se missas da IURD. baratinho.)

não estou entrando em lugar nenhum mas saindo de todos os outros.


O que me estorva em Estorvo:
.poderia ser uma questão conceptual : o que para mim é entendido como uma estória de inevitabilidade de uma condição, Ruy Guerra entende como a busca de uma outra condição;
.poderia ser o exagero de recursos cinematográficos com vista a acentuar o universo distorcido de Estorvo;
.poderia ser a maneira um pouco
naif com que ele conjuga todos esses recursos, resultando numa espécie de salgalhada visual;
.poderia ser o actor principal, que embora expressivamente satisfatório quando abre a boca ou anda/corre é uma desgraça;
.poderia ser a figura da amiga magrela ou do caseiro - desnecessariamente grotescas(que passariam a ser necessariamente grotescas se o resto do filme fosse construído noutro sentido...)
.poderia ser o final: no livro não há uma noção de fim mas de continuidade...




...mas não...a única coisa que me estorva verdadeiramente no Estorvo de Ruy Guerra é a casa(até porque no fim de contas até gostei do filme). A casa da irmã. Porque alguém que pretenda ser fiel na transposição do romance de Chico Buarque para o grande ecrã - que creio que tenha sido a intenção de Ruy Guerra- saberá que Chico estudou arquitectura. Por uns tempos, em S.Paulo. E isso transparece na construção dos espaços em Estorvo. Principalmente na casa da irmã. E o que no livro é uma grande construção espacial que faz inevitavelmente parte da caracterização das personagens e da própria acção, no filme ficará reduzido (nas poucas cenas de que faz parte) a um apartamento de fundo de escada, completamente secundário para o desenrolar da trama. E isso não se faz.*




*principalmente porque, agora que a dissertação será sobre Arquitectura e Cinema Brasileiros, essa casa, se devidamente transposta para a tela, teria dado pano pra mangas...

9.9.09

jenny holzer vs.barbara kruger


os suportes são diferentes, a estética é diferente. o que as aproxima será este modelo de frases curtas e incisivas e a utilização de aforismos (mais por parte de Holzer...) - o texto como arte . embora possam diferir um pouco em termos de construção, cruzam-se no sentido da crítica social . eu cá gosto das duas.




Пáвел Николáевич Филóнов

e apresento aqui, a propósito da última exposição que vi no Rio...

[(Virada Russa - a vanguarda na coleção do museu estatal russo de São Petesburgo) - não bUnitão, o cartaz não tá tão interessante assim...foi só pa contextualizar a coisa...]

...o senhor Pavel Nikolayevich Filonov (cujo impronunciável nome em russo tá no título do post).
Que no meio dos esperados Kandinski e Malevitch e Tatlins, e no meio de outros autores de qualidade duvidosa (fiquei bastante desiludida com a parte da exposição dedicada ao design gráfico...) se destacou pela positiva.





...a princípio pareceu-me uma espécie de cubismo intrincado, mas a wikipédia esclarece:

In 1912, he wrote the article The Canon and the Law, in which he formulated the principles of analytical realism, or "anti-Cubism". According to Filonov, Cubism represents objects using elements of their surface geometry but "analytical realists" should represent objects using elements of their inner soul. He was faithful to these principles for the remainder of his life.

8.9.09

zoom in


'(...) go somewhere without moving anything but your heart.'

4.9.09

ainda michael jackson


não podem acusar os brasileiros de falta de sentido de humor.

sinceramente serei sincera...


...a 'actualidade' não me interessa muito. dá trabalho estar actualizada. muito. e quando falo de actualidade falo daquela do telejornais. política, guerras, tufões, mortes, conflitos, a vaca do sr. joaquim que deixou de dar leite e causou prejuízos enormes e que o governo vai ter que apoiar senão vai tudo pra porta da TVI pra dar entevista exclusiva. boring.
...estou mais interessada neste simpático bichinho (que dá pelo estranho nome de axolotl, que diz que é uma espécie de salamandra peter pan - não passa do estado de larva - e que vive exclusivamente num lago qualquer no méxico e que não sei porque é que a Pixar ainda não fez um filme com ele) do que na política externa do Obama ou no conflito do Carcomuniquistão.
mas hoje passei os olhos pelo jornal - só porque sexta é dia de ipsilon (e há tanto tempo que tenho acompanhado a edição online que me deu a nostalgia e fui comprar em papel) - e li num sei quê da Manuela Moura Guedes e do Moniz e da liberdade de expressão e do polvo opressor e do PS num sei que mais e o caralho que o valha.

e lembrei-me duma certa entrevista meio recente ao bastonário da ordem dos advogados. e voltei a olhar pro jornal e pensei que estes gajos estão todos malucos. e voltei a lembrar-me do porquê (deste tipo) da actualidade não me interessar mesmo nada.

shituation

olhou para a minha boca e fez um esgar. era melhor que tivesse sido do mau hálito.
-tens isso numa desgraça, mariana.
-e olhe que uma desgraça nunca vem só doutora, acordei hoje com um torcicolo...(e ainda dizes tu que tens gordura suficiente no peito pra fazer de boa almofada...vê-se...)
-antibiótico duas vezes ao dia até acabar, anti-inflamatório de 12 em 12 horas, pasta de dentes etc.etc.
(e no fim ainda se atreveu a fazer a piadinha do 'parece que tás a querer ganhar sizo...hihiih'...bitch...)

3.9.09

life is peachy

Marcello Montecino

há r(a)elações das quais não se pode esperar nada. outras, das quais não há nada para esperar. a fatalidade reside algures na diferença entre as duas.
[e o cómico (ou trágico...) é viver as duas ao mesmo tempo...fuck it...life is peachy...]

inglourious basterds


para quem está familiarizado com o universo do senhor tarantino, inglourious basterds apresenta-se, à primeira vista, estranho.
nada de gansgters, samurais, westerns...
uma perfeição técnica fora do normal (não é que o senhor não saiba ser tecnicamente perfeito, mas ele sempre fez questão de ser propositadamente imperfeito...)
numa segunda aproximação repara-se que está tudo lá. apenas transplantado para um universo que não é tão imediato.
requer alguma agilidade mental para descobrir o tarantino de sempre. mas quando se descobre a pedra da roseta é imediatamente perceptivel todo aquele universo ao qual o senhor já nos tinha habituado.

e a sequência final...completamente abusiva...

secalhar é falha pessoal ao tentar encontrar o tarantino de sempre num filme que claramente quer superar o tarantino de sempre...

mas eu, que no fundo sou uma conservadora de merda, continuo a preferir o tarantino rude e rasca...série Z coiso e tal...

nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.


Portishead - The Rip
Enviado por portishead. - Ver os últimos vídeos de musica em destaque




(...mais ao menos a partir dos 5min e 10s...)

...e depois vai-se a ver e quem foi o senhor que produziu os The Horrors?Geoff Barrow!

2.9.09

banksy and I...

...a ver as vistas no cemitério da recoleta...

banksy




1.9.09

deficiências emocionais

nan goldin
e o aparente conforto e familiaridade dos nossos (a)braços continuam a ser desculpa suficiente para não seguirmos ambos em frente.

31.8.09

hard candy









26.8.09

i beg your pardon?!

MASP Lina Bo Bardi 1958

[Edifício da administração] Memorial da América Latina
Óscar Niemeyer 1989

dancing living house






fotos Kouichi Torimura





+[fotos e plantas] 1 2 3

nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Le Corbusier - Chandigarh, Índia

mariana lopes 2009


Álvaro Siza - Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil)


...mas continuo ainda sem perceber a minha posição sobre estas 'apropriações' do Siza....




crónicas sul americanas. parte XXV : são paulo

























mariana lopes 2009
















25.8.09

o segundo


Ilha das flores parte I
Enviado por bokpiu. -



Ilha das flores parte II
Enviado por bokpiu. -



ilha das flores talvez seja a curta brasileira mais conhecida internacionalmente.
o facto de ter postado a curta ilha das flores serve como justificação.
porque o que eu queria mesmo postar era esta informação...:





24.8.09

o cúmulo do nerd

erotic shopping bags


no rain welcomed!



18.8.09

do insólito : nomes de bandas

O BERÇO DA IMUNDICE
(ou: Cradle Of Filth)


strangeways, here i come!parte V

dizia o Pedro Mexia : '(...)os amores passam de superficiais a intensos, de intensos a dolorosos, de dolorosos a esquecidos.'
.
pois bem amigo, misturando o meu status 'fase dolorosa [ainda com resquícios da intensa]' com a minha paranóia ou pessimismo de sempre obtens o(s) filme(s) que se passam na minha cabeça.
que incluem sangue, tripas e coração de fora, traficantes disfarçados de macacos que te levam pra floresta da tijuca e te metem dentro de pneus e te pegam fogo (muito Tropa de Elite) o Cristo a resvalar morro abaixo e a cair em cima do prédio do escritório, um bonde que te atropelou (muito Gaudí), os extraterrestres que vivem nas condutas do prédio do escritório soltaram um gás tóxico e vocês são mortos...
.
...e ontem tive um sonho escaganifobético (pra variar) do qual só me lembro de frames...uma coisa em que eu e outra pessoa tinhamos que amarrar outras pessoas com fita cola daquela grossa...entretanto a fita cola acabou e viemos de carro até à casa dos meus pais buscar mais. o carro estava parado na rampa e eu demorei muito tempo a ir buscar mais fita cola e quando cheguei ao carro tu, babe,(não tu baby vampira, o outro babe) degolaste a minha cadela com uma facalhona à minha frente. a minha cadela que já morreu há dois anos. e acordo com a visão dos seus olhos negros e da cabeça dela a pender por um punhado de veias e resquícios do que era a espinha...
.
mas como tenho noção deste meu modo de ser paranóico até me controlo minimamente...até hoje, que por causa do sonho acordo um bocado transviada e mando-te uma mensagem. à qual tu respondes a dizer que está tudo bem (claro).
e eu poderia(e deveria) sentir-me ridícula.
mas não.
sinto-me aliviada.

12.8.09

strageways, here i come! parte IV

no meu sonho tinha ido com a tilda swinton pra cama.não sei porquê ela - a estranheza dela não é uma estranheza bonita.
estava por todos os meios a tentar excitá-la sem sucesso. no dia seguinte ela acorda com cara de quem eu não presto na cama e vai-se embora. depois disso lembrei-me que ela era transsexual e consequentemente não tinha clítoris (era transsexual no sonho, acredito que na realidade seja mulher) precisamente a parte dos genitais que tinha estado a tentar excitar na noite anterior. e depois de acordada (na realidade) fiquei por 5 min intrigada a pensar que de qualquer das maneiras se os transsexuais querem ter prazer devem ter de continuar a apanhar no cu.

4.8.09

desce qui desce qui desce qui desce

antes do brasil, o conhecimento que eu tinha relativamente ao funk resumia-se a uma ou duas músicas que apareceram por ai há uns tempos tipo atoladinha ou rainha do funk. mas o funk carioca não é isso.o funk divide-se em algumas categorias. a mais pesadona é dura, feia, com um sample repetitivo, uma linha de baixo pesada, poucos versos. há quem o diga 'uma expressão cultural'. há quem considere associar funk a qualquer tipo de expressão cultural um ultraje. não vou entrar nessa discussão. embora goste de funk. principalmente por causa do baixo. tipos de música com baixo carregado dão-me a volta ao corpo - dancehall, dub, dubstep, drum&bass...
.
mas do que eu gosto mesmo é de ver os gajos a dançar funk. aqueles passinhos escangalhados que são bem mais criativos do que o rebolar idiota das miúdas, tipo estes (que são mais comuns):




...ou tipo estes putos que já desbundam mais um bocado:




...e é impossível não criar imediatamente um paralelo com outra 'dança' brasileira...(sim, as gajas mexem a bunda e os olhos ficam logo presos, mas os movimentos do homem são bem mais interessantes...):


...e pra finalizar, um outro paralelo, desta vez remetendo às origens inevitáveis do samba e do funk carioca : áfrica



paredes de coura once again

Álvaro C. Pereira in blitz

estados catastróficos conduzem sempre a um certo remorso. não de me ter posto nesse estado, mas da minha memória ficar seriamente afectada (e consequentemente tudo o que me lembro de NIN é um palco a piscar esquizofrenicamente) e de não saber por que raio estava a ouvir Kap Bambino fora do recinto no maré alta. mas adiante. dois dias depois de ter aterrado em Portugal é o melhor que se consegue...

.

mas lembro-me de uns senhores de nome Blood Red Shoes (daquela remessa de novas bandas cujos álbuns ganham mofo durante algum tempo no meu disco)...dupla homem/mulher guitarra/bateria (sound familiar? é que não tem nada a ver...) ele com energia mais que baste e ela com aquela carinha/postura 'doentia' que por mais batida que esteja nunca me canso de apreciar...serve (e bem) pra animar as hostes.




3.8.09

how long can you miss someone?*

gregory crewdson

*ou 'todo o carnaval tem seu fim'
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[e a visão dos teus olhos através da janela do (último) 157 marcada a ferro e fogo]
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26.7.09

cold was the ground.

[o cartaz do Walk the Line é lindozorro.]
e porque estava a ver o Walk the Line e me pareceu ouvir algo familiar (à parte do Johnny...)...e pareceu-me bem porque era o Blind Willie Johnson com o seu Dark was the night, cold was the ground...
.
o Kronos Quartet - pelo qual nutro uma especial admiração - fez um versão para aquelllllleeee já maisss que falado álbum : Dark was the night (vejam só...)
e no seguimento do que já te tinha dito francesquinho, no seguimento da You are the blood e da Train song, continuo a afirmar que este não é um álbum de grandes covers...é um álbum de covers de grandes originais...




25.7.09

Sophie Calle : prenez soin de vous































recebi uma carta de rompimento.


e não soube responder-lhe.
era como se ela não me fosse destinada.
ela terminava com as seguintes palavras : 'Cuide de você'.
levei essa recomendação ao pé da letra.
convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão, para interpretar a carta do ponto de vista profissional.
analisá-la, comentá-la, dançá-la. esgotá-la.entendê-la no meu lugar. responder por mim.
era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.
uma maneira de cuidar de mim.


cantora, actriz, dançarina, professora, psicóloga, mágica, jogadora de xadrez, crimonologista, jornalista, advogada, latinista, historiadora, vidente, consultora de etiqueta e protocolo, escritora de palavras cruzadas, designer, tradutora de linguagem sms, taróloga, oficial da inteligência francesa, adolescente, compositora, delegada da polícia, papagaia...algumas das muitas profissões representadas neste novo trabalho da Sophie Calle...algumas caras conhecidas como a Maria de Medeiros (sempre com o seu ar blasé très parisiense), a Mísia, Peaches, Feist, Miss Kittin...
...as interpretações mais interessantes são as feitas pelas mulheres com as profissões menos ligadas ao mundo da arte...
de salientar a escritora de palavras cruzadas, a jogadora de xadrez, a professora primária, a delegada da polícia, da adolescente, da compositora, da contadora, da advogada, da cartonista...
não percebi a presença de nenhuma artista plástica ou arquitecta...mas isso da arquitecta já se encontra a ser resolvido por mim e pela joana...
só podia ter sido uma mulher a fazer isto - e este não é, de todo, um comentário depreciativo.


exposição

24.7.09

crónicas sul americanas. parte XXIV : campinas

prá posteridade.
o pneumónico e a entorses no seu 'momento casal de terceira idade':
-mariana, já tomaste os medicamentos?
-sim, e tu? já tomaste os teus?




crónicas sul americanas. parte XXIII : porto alegre

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.não vou pôr fotos. nem saberia por onde começar. só pra meter nojo vou dizer que fui ao siza. e andamos às cambalhotas e a rebolar (literalmente) no siza. que, so far, é o dos melhores sizas.
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crónicas sul americanas. parte XXII : buenos aires


















©Mariana Lopes 2009

11.7.09

Candida Höfer









...o facto de ser a segunda vez que apanho uma exposição desta senhora sem contar, é premissa sufuciente pra apresentá-la.
Candida Höfer recria os detalhes quase imperceptíveis de espaços interiores vazios, de espaços de reunião como bibliotecas ou museus. as fotografias tecnicamente cuidadas e o grande formato em que
geralmente são apresentadas (2 metros, 3 metros) conferem-lhes um carácter único . de outra forma poderiam ser confundidadas com olhares banais.
em barcelona apanhei uma exposição dela dedicada a portugal. aqui em buenos aires ela apresenta um grupo de obras dedicada a esta cidade.

8.7.09

100


a frase do post anterior já me estava a chatear. e o meu estado de espírito já não é, de todo,a catatástrofe que era à uns dias atrás - já te devia ter dito que os meus estados de nuvens negras sobre a cabeça são meramente momentâneos...só pra descarregar.... e podem-me vir com tangos vadios cantados à uma da manhã que daqui não levam nem uma lágrima...afinal estou em BAires coño...

4.7.09

..
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de cada vez que me vens à cabeça só me apetece espetá-la contra uma parede. fodasse.
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30.6.09

necessary evil


os porquinhos do Wim Delvoye













sábado vou pra buenos aires.

28.6.09

e continuando na onda do after-life*








coffin couch by von erickson: "these coffin couches are made from old coffins. they are not used for burial due
to slight cosmetic damage. each has been reconfigured to make a comfortable couch." (via designboom)
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*e porque também tenho muitas saudades tuas baby-vampire:)

no príncípio, como no fim





©Mariana Lopes 2009
o meu fascínio por cemitérios (e não é a primeira vez o que digo) está longe de ter qualquer conotação mórbida - tem muito mais a ver com questões arquitectónicas, sociológicas e antrolopógicas.
.
mas claro, esse fascínio não é partilhado por quase ninguém que me conheça. por isso o meu espanto foi genuíno quando na nossa tarde-quase-despedida-que-iria-ser-perfeita vi o entusiasmo com que aceitas-te a proposta de ir ao cemitério.
.
e gostaria de ver a tua cara, margarida, se nos visses feitos adolescentes ao beijos entre as campas, a roçarmo-nos contra os jazigos neoclássicos, a apalparmo-nos entre as tumbas egípcias (que algum gajo com pretenções faraónicas mandou construír).
se calhar irias lançar-me o ar reprovador e enojado que me lançaram mais tarde nesse dia. e eu iria olha para ti da mesma forma preplexa de quem não entende como as pessoas são incapazes de partilhar o meu fascínio por cemitérios.
.
e eu só sei que ficar inibriada é bom. mas não demais. começo a dar importância a coisas que não a têm. e começo a condicionar mentalmente a minha vida em função de um delírio carnal qualquer.
mas, felizmente, a partida está iminente. e acordo comigo a dizer-me que tou parva. pois tou. quero lá saber de artistas que desaparecem e dos teus delírios de quase meia idade.
.
o que eu quero é pôr-me a andar daqui pra fora. (mas ficaria, só por mais um momento, abraçada a ti enquanto olhamos aquele mar de mortos)

26.6.09

boy meets girl (ou vice-versa)



eu compreendo que o Foutainhead não é um filme de (sobre) arquitectura. a arquitectura aqui é um pretexto. um pretexto para contar a história de um homem fiel à sua visão. que trabalha numa pedreira por ser fiel à sua visão. que vê o seu nome arrastado na lama por ser fiel à sua visão. que é recompensado no fim (ahhh, estes finais compensadores têm o seu quê de 'fake') por ser fiel à sua visão. isto passando ao de leve por tudo o que o argumento e a sua materialização representam. mas eu sou um projecto de arquitecta, logo a parte da arquitectura, (mesmo tendo a consciência de ser um pretexto), não me é indiferente.


porque Howard Roark representa em parte o que abomino na classe arquitectónica. o autismo, o egocentrismo, o snobismo, o desdém para com a opinião de outrém, no fim de contas : a masturbação arquitectónica. porque antes de tudo, na minha opinião, a disciplina arquitectónica é iminentemente social. ponto. a ver bem, (e a menos que eu esteja a precisar de óculos) vivemos rodeados de arquitectura e o arquitecto terá de ter a humildade e o bom senso suficiente de perceber que sim, é preciso ouvir. ouvir as pessoas, ouvir os fluxos que determiam a execução do seu projecto num determinado tempo, para uma determinada sociedade. estou com isto a dizer que não se deve pensar no futuro? nem por sombras (até porque fazer um projecto hoje tem implícito um determinado futuro). digo apenas que olhar para o umbigo é comparável às palas dos burros.


sim...depois ele faz o discurso do tribunal onde explica essa coisa da masturbação...que os grandes génios e inventores antes de pensarem nos outros faziam as coisas por eles mesmos. ok. que façam por eles mesmos. mas que não se esqueçam dos outros. não em Arquitectura.

...senão daqui a pouco as nossas casas, as nossas cidades não serão mais que esporra ressequida de alguns desses chamados 'génios'.
(...)
mas voltando ao boy meets girl (ou vice-versa)
é-me natural não pensar muito nas coisas até que chega o último minuto. e é no último minuto que tenho um momentozinho de pãnico. porque vou embora. porque apesar de não ir já embora, esta tarde se desenha como uma despedida. de todas as tardes que não houveram. e de todas as cervejas que ficaram por beber (ou que agora o medo não nos deixa beber não é?).
entrei nisto levianamente . não me leves a mal. a maior parte das vezes não meço as consequências do que faço. faz parte. como ficar corada... mas no fim de contas we'll always have Paris.
.
e agora prá despedida...tás a ver o post da menina limão?...não tem nada a ver...ou se calhar foi por causa dele que surgiu isto tudo.

22.6.09






'ele chorava e as lágrimas não escorriam. ficavam presas nas suas rugas'

(quero muito, mas mesmo muito, desenhar isto.)



o estrangeiro, de albert camus. com guilherme leme. encenação de vera holtz.


irrepeensível.





tá na chapa quente





.e eu vou ali comprar um babete e já venho.
novo Tim Burton
Alice no País das Maravilhas
em Março de 2010


20.6.09

1 mês e picos

nan goldin


Travelling north, travelling north to find you
Train wheels beating, the wind in my eyes
Don't even know what I'll find when I get to you
Call out your name love, don't be surprised

Nothing at all, in my head, to say to you
Only the beat of the train I'm on
Nothing I've learned all my life on the way to you
One day our love was over and gone

What will I do if there's someone there with you
Maybe someone you've always known
How do I know I can come and give to you
Love with no warning and find you alone

It's so many miles and so long since I've met you
Don't even know what I'll find when I get to you
But suddenly now, I know where I belong
It's many hundred miles and it won't be long

It won't be long
It won't be long
It won't be long 


(Train Song - Feist + Ben Gibbard)